terça-feira, 31 de julho de 2012

Anúncios de televisão

Porque será que os clientes julgam sempre que somos uns seres que vêem todos os anúncios que dão na televisão e que, para além disso, ainda temos capacidades adivinhatórias?

Dirigem-se a nós sem saberem aquilo que querem comprar mas, como é um artigo que está a passar na televisão, nós temos a obrigação de saber qual é, mesmo que eles não o saibam.

Como tal não são raras as vezes que conversas como esta ocorrem:

Clt: -  Bom dia, é um produto que dá na tv agora... acho que é para o metabolismo... 
(e fica a olhar para mim à espera que eu diga que sei qual é, mas como eu continuo a olhar para ela e lá continua) 
ai, não sei explicar para o que é... Aquilo não é alho, não é alcachofra... não é... 
(e eu à espera que ela dissesse o que É)... 
Não sei... É aquele novo que dá na tv!!!

Eu: - 

Clt: - Pois é que ele está a passar na televisão sabe?


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Num supermercado perto de si

Hoje, num supermercado perto de si as caixas encontravam-se com as habituais filas para pagar, mas eis que havia uma sem fila alguma - a prioritária.

Uma senhora dirige-se à dita caixa para efectuar o pagamento das suas compras e a caixeira explica-lhe que não pode ser porque aquela caixa é apenas para grávidas, pessoas com deficiências etc (procedimentos internos) e pede para ela se dirigir à caixa do lado. A cliente muito contrariada e com má cara lá acabou por ir.

No instante seguinte dirige-se um senhor também para a dita caixa e a rapariga deu-lhe a mesma conversa que tinha dado à cliente anterior. E o cliente tudo bem.

Mas nisto a senhora-com-a-azia que se encontrava na caixa do lado sai-se com a seguinte pérola para o cliente (como se o conhecesse de algum lado):

- Não ligue que ela hoje não quer é fazer nada, não quer trabalhar!

A moça ficou com uma azia pior que a da outra daquelas que nem Rennie nem Kompensan resolvem.

E eu cá para mim apenas pensei

- Menos senhora, menos. Escusa de fazer figuras tristes porque ainda não há caixas prioritárias para o tipo de deficiência do qual padece.

E isto, uma vez mais, só comprova a ignorância e a falta de educação das pessoas.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mas não está ninguém??

Há dias, estava eu com uma cliente, a mostrar uns cremes que se encontravam nas prateleiras mais baixas, quando entra na loja uma outra cliente, de meia idade, e não vendo ninguém atrás do balcão, começa literalmente aos gritos na entrada da loja (gritaria tal que as pessoas que se encontravam no café em frente estavam todas a olhar para dentro da loja):


- NÃO ESTÁ AQUI NINGUÉM?? 
MAS NÃO ESTÁ AQUI NINGUÉM PARA ME ATENDER??

NÃO ESTÁ AQUI NINGUÉM???

Eu simplesmente respiro fundo e, desculpando-me perante a senhora que estava a atender, lá vou ver o que de tão grave se passou para justificar aquela gritaria, se o mundo estava a acabar ou algo semelhante.
Quando chego ao pé da senhora esta diz-me, com toda a razão do mundo do lado dela:

- Ah, estavam ali a falar tão baixinho que ninguém vos ouvia!

Pois, se se tivesse dado ao trabalho de entrar mais um pouco na loja em vez de ficar especada a gritar à entrada, certamente que nos teria visto e ouvido. Pensei eu, pois claro. Que infelizmente temos de ouvir e calar.

Ah, e afinal o que era de tão importante que a senhora queria?, perguntam vocês.
Era uma embalagem de canesten.

Pomadas e outras cenas

Clt: - Boa tarde menina, é ali uma pomada daquelas. - diz a cliente apontando para a prateleira atrás de mim, onde se encontram variadas pomadas de variadas marcas para variados fins específicos.

Eu: - Qual delas é que quer?

Clt: - Aquela ali para as assaduras do bebé. - diz meio irritada e continua a apontar para uma prateleira onde estão pelo menos 4 marcas diferentes de pomadas para assaduras de bebés.

Eu: - É esta? Ou esta? - Pergunto eu pegando em duas delas.

Clt: - Nãooo! É aquela que está ali! - diz-me ela já evidentemente irritada - Aquela da caixa amarela, atrás de si!

Bolas, realmente como é possível eu não ter adivinhado à primeira o que a senhora pretendia, é inadmissível... 
Infelizmente como ela são outros tantos, que julgam que nós, aqueles que estamos a atender ao balcão, sabemos ler pensamentos e temos de saber o que pretendem sem darem qualquer "pista". 
E a parte mais cómica é que ficam logo exaltados e irritados se não o fazemos à primeira.
Não percebo...